Bombeiro hidráulico
Vê estourar cartão de crédito
E entra pelo cano.
Jonas Pessoa
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segunda-feira, 3 de novembro de 2014
quinta-feira, 18 de setembro de 2014
domingo, 8 de junho de 2014
Contrafluxo
Navegando sem destino,
O homem está cansado
De aportar no acaso.
Remando para longe do cardume,
Ele está à deriva,
Sem resgate a caminho.
Com a vela partida ao meio,
Não há quem impulsione o barco.
Encalhado na tormenta,
Advém a ressaca da desilusão
E desnorteia a espera de socorro.
A maré, com força revolta,
Parte o salva-vidas,
O homem se debate.
Arrastado pela corrente,
Entrega-se à sorte da sobrevivência.
Jonas Pessoa
O homem está cansado
De aportar no acaso.
Remando para longe do cardume,
Ele está à deriva,
Sem resgate a caminho.
Com a vela partida ao meio,
Não há quem impulsione o barco.
Encalhado na tormenta,
Advém a ressaca da desilusão
E desnorteia a espera de socorro.
A maré, com força revolta,
Parte o salva-vidas,
O homem se debate.
Arrastado pela corrente,
Entrega-se à sorte da sobrevivência.
Jonas Pessoa
terça-feira, 20 de maio de 2014
Amor em preto e branco
O amor dos homens modernos,
Dentro de sua versão em preto e branco,
Tornou-se mudo.
Convergiu para o analfabetismo das relações.
Sem cores, as páginas da vida
Trazem a ilegibilidade da legenda
E nenhum ensinamento
É exemplo de lição de aprendizado.
O mal maior da humanidade
É a nudez de sentimentos.
Despido de respeito,
O amor sai em retirada
E sobram as cinzas da convivência
A esvoaçar sobre o que ele
Deixou de construir
Por ter sido podado pela raiz.
Jonas Pessoa
Dentro de sua versão em preto e branco,
Tornou-se mudo.
Convergiu para o analfabetismo das relações.
Sem cores, as páginas da vida
Trazem a ilegibilidade da legenda
E nenhum ensinamento
É exemplo de lição de aprendizado.
O mal maior da humanidade
É a nudez de sentimentos.
Despido de respeito,
O amor sai em retirada
E sobram as cinzas da convivência
A esvoaçar sobre o que ele
Deixou de construir
Por ter sido podado pela raiz.
Jonas Pessoa
quinta-feira, 24 de abril de 2014
Exclusão
De pé, em cima da própria sombra,
Sem esperança de coisa alguma,
Sem se lembrar de ninguém,
Estão os excluídos da perfeição,
Parados na rejeição da utilidade.
Descalços de ocupações,
Às voltas com a incerteza,
Não mais esperam no amanhã.
O poema achou de se comover
Com estes habitantes do nada,
Mendigos do ritmo da existência.
A melodia que deles embala a vida
É a intempérie do silêncio
Enciumada com o abandono da alma.
A sombra vai minguando,
Os caminhos não levam à boa nova.
Jonas Pessoa
Sem esperança de coisa alguma,
Sem se lembrar de ninguém,
Estão os excluídos da perfeição,
Parados na rejeição da utilidade.
Descalços de ocupações,
Às voltas com a incerteza,
Não mais esperam no amanhã.
O poema achou de se comover
Com estes habitantes do nada,
Mendigos do ritmo da existência.
A melodia que deles embala a vida
É a intempérie do silêncio
Enciumada com o abandono da alma.
A sombra vai minguando,
Os caminhos não levam à boa nova.
Jonas Pessoa
segunda-feira, 24 de março de 2014
Entre cães e urubus
No lixo público,
Há uma leva de homens,
Banhados no pó da esperança
De desentropiar os restos mordidos
Do pão que azedou
Nas mesas da indiferença.
O cão e o urubu,
Em desvantagens com os homens,
Estraçalham consciências,
Contentam-se com as sobras das sobras
Do que apodreceu
Dentro da solidariedade humana.
Atrás da maçaneta da visão,
Aberta para o desespero,
A varejeira põe os ovos
Na degustação dos pedaços
Do sustento daquele dia.
Jonas Pessoa
Há uma leva de homens,
Banhados no pó da esperança
De desentropiar os restos mordidos
Do pão que azedou
Nas mesas da indiferença.
O cão e o urubu,
Em desvantagens com os homens,
Estraçalham consciências,
Contentam-se com as sobras das sobras
Do que apodreceu
Dentro da solidariedade humana.
Atrás da maçaneta da visão,
Aberta para o desespero,
A varejeira põe os ovos
Na degustação dos pedaços
Do sustento daquele dia.
Jonas Pessoa
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