a garotinha aproximou-se de seu "voinho" e disse:
os poetas deveriam ser imortais
e ele disse: e quem disse que eles morrem?
há poetas no seu coração, no meu, nas folhas secas que caem, nas tardes em que tomamos sorvete na pracinha, no sorriso das pessoas, na alegria e até mesmo na solidão.
a garotinha sorriu de lado com um olhar tão desacreditado que acreditou.
Luana Brito
Granja- 2014
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
Morada mundo difuso na letra
Circundo a atmosfera da imprecisão,
Retenho a beleza invisível do medo,
Contenho, mas não me contento.
Instigo, na mansidão, a recondução
Do passo futuro ao passo presente.
Desenho, mas não me mantenho...
Bifurcada maré no quadro da vida.
Quero Veneza em cores,
Quero Paris vestida de Veneza,
Quero Ceará em textura granulosa,
Nova Iorque em preto e branco.
Não há canto para permanência,
Morada mundo difuso é minha.
De poetizar estrelas não gosto;
De poematizar pormenores, sim!
Dispenso falatório sobre o estrutural:
Não estruturo, somente escrevo.
Flutuo sobre querelas,
Entre doces e amargos,
Entre coices e afagos,
Flutuo.
Com requinte, deslizo
Na letra, no ponto
E invento: " (.)!"
Na passarela das línguas,
Tapete vermelho, pois, para o português.
Thayza Alencar
Retenho a beleza invisível do medo,
Contenho, mas não me contento.
Instigo, na mansidão, a recondução
Do passo futuro ao passo presente.
Desenho, mas não me mantenho...
Bifurcada maré no quadro da vida.
Quero Veneza em cores,
Quero Paris vestida de Veneza,
Quero Ceará em textura granulosa,
Nova Iorque em preto e branco.
Não há canto para permanência,
Morada mundo difuso é minha.
De poetizar estrelas não gosto;
De poematizar pormenores, sim!
Dispenso falatório sobre o estrutural:
Não estruturo, somente escrevo.
Flutuo sobre querelas,
Entre doces e amargos,
Entre coices e afagos,
Flutuo.
Com requinte, deslizo
Na letra, no ponto
E invento: " (.)!"
Na passarela das línguas,
Tapete vermelho, pois, para o português.
Thayza Alencar
Rabiscos mentais
É o além da carne
É a flor, é a pele
O sentir
Que consome, que pulsa...
Sobreviver, complexo do viver
Força, choro, letras, café...
Desejo, sentir, transbordar e existir
Interesse mascarado
Avanço e retrocesso
Eis o x da questão
A quantidade que incomoda
Que rodeia, que insulta
E existe...
Traduzindo emoções, além do miocárdio
Ao vento de inquietações
Interior, exterior...
Bagunça da alma, repouso do corpo
Inquietude do ser
Rabiscos da mente desenhando o infinito [...]
Carlos Elton Sousa
É a flor, é a pele
O sentir
Que consome, que pulsa...
Sobreviver, complexo do viver
Força, choro, letras, café...
Desejo, sentir, transbordar e existir
Interesse mascarado
Avanço e retrocesso
Eis o x da questão
A quantidade que incomoda
Que rodeia, que insulta
E existe...
Traduzindo emoções, além do miocárdio
Ao vento de inquietações
Interior, exterior...
Bagunça da alma, repouso do corpo
Inquietude do ser
Rabiscos da mente desenhando o infinito [...]
Carlos Elton Sousa
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
Haicais (ii)
Amanhã será
Se, acaso, Deus quiser
Como folha ao ar.
*
Que solte do peito
Por sua própria vontade
O que não tem jeito.
*
Ah, como lamento
Lamentos em vão de outrora
E os que eu invento!
*
Saia, solte, pule
Solte a saia sua e sambe
Sorva a vida, emule!
Se, acaso, Deus quiser
Como folha ao ar.
*
Que solte do peito
Por sua própria vontade
O que não tem jeito.
*
Ah, como lamento
Lamentos em vão de outrora
E os que eu invento!
*
Saia, solte, pule
Solte a saia sua e sambe
Sorva a vida, emule!
Benedito Rodrigues
Coreaú - CE
AH, MAR
-Ah, mar...
Porque me deixou no porto
a vislumbrar navios distantes?
Se podia seguir no mundo,
junto às ondas, sem destino,
nos instantes
-Ah, mar...
que eu seja filha das palavras,
das brumas que Castro libertou
insensatez de quem ao tempo
uns vagos instantes legou
-Ah, mar...
das espumas que cantei não restam nada
do fogo em brasa só as cinzas
da obra-prima, uns rascunhos
os sentimentos, minha sina
-Ah, mar...
quero escrever na areia branca
e suspirar em uns ouvidos
"tal desvario e tal delírio...
Ah, mar..."
Caroline Brito
Fortaleza - CE
PALAVRAS
Palavras,
Nada mais que palavras
Quando ditas somente por dizer
Sem qualquer sentimento despertar
Não amenizam dores ou sofrimento
E nem provocam qualquer prazer
Palavras,
Tão cortante quanto punhais!
Atravessam os incautos corações
Carregadas de ira, sem compaixão.
Traduzem toda força da maldição
Destruindo sonhos e ilusões
Palavras,
Assaz alvissareiras
Edificam mudando o seu cantar.
Portadoras de boas notícias
Renovam e traz alento aos aflitos
Fazendo a diferença em seu habitat
Palavras,
Fonte de ricas bênçãos...
Profecias de vitória que apraz
Emociona, sara, e intercede.
Mensageiras do amor Divino
Que prenunciam esperança e paz
Mira Maia
04/11/2014
Nada mais que palavras
Quando ditas somente por dizer
Sem qualquer sentimento despertar
Não amenizam dores ou sofrimento
E nem provocam qualquer prazer
Palavras,
Tão cortante quanto punhais!
Atravessam os incautos corações
Carregadas de ira, sem compaixão.
Traduzem toda força da maldição
Destruindo sonhos e ilusões
Palavras,
Assaz alvissareiras
Edificam mudando o seu cantar.
Portadoras de boas notícias
Renovam e traz alento aos aflitos
Fazendo a diferença em seu habitat
Palavras,
Fonte de ricas bênçãos...
Profecias de vitória que apraz
Emociona, sara, e intercede.
Mensageiras do amor Divino
Que prenunciam esperança e paz
Mira Maia
04/11/2014
PONTO
.
isto é um ponto
(ou era)
até que ele decida
ser o desenho
da estrela no céu
perdida ontem a noite
Mailson Furtado
isto é um ponto
(ou era)
até que ele decida
ser o desenho
da estrela no céu
perdida ontem a noite
Mailson Furtado
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